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Coorlece - Cooperativa de Otorrinolaringologia do Estado do Ceará

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Deficiências Auditivas: Implante Coclear x Aparelho Auditivo

Deficiências Auditivas

O Brasil tem 9.722.163 deficientes auditivos, segundo dados do Censo IBGE 2010. A deficiência auditiva pode ocorrer em qualquer fase da vida. Pode surgir de forma súbita ou acontecer de forma progressiva. Algumas perdas auditivas são reversíveis e podem ser corrigidas com tratamentos clínicos e/ou cirúrgicos. Já outras são definitivas e irreversíveis. Nestes casos, está indicada a reabilitação auditiva com próteses auditivas e/ou implantes cocleares.

Qual a diferença entre um aparelho auditivo convencional e um implante coclear?

Os aparelhos de amplificação sonora individual (AASI) funcionam amplificando o som ambiente, de acordo com a perda auditiva do paciente. Os sons que o paciente ouve bem serão pouco amplificados. Os sons que o paciente ouve razoavelmente bem terão uma amplificação moderada. Já os sons que o paciente ouve mal serão amplificados de forma mais intensa. O objetivo é proporcionar ao paciente a percepção dos sons, o mais próximo possível da percepção de quem ouve normal. Existe uma variedade enorme de aparelhos auditivos, e de tecnologias para melhorar a qualidade de vida de quem precisa utilizá-los. Tecnologias como o sistema FM, muito útil nas escolas e em eventos com plateia (teatro, palestras, cinema) e a conexão bluetooth com o telefone celular e com a televisão, por exemplo. Há também toda uma variedade de tamanhos e designs, que melhorou muito a estética dos AASI, e a aceitação pelos pacientes mais vaidosos.

Porém, existem pacientes com uma surdez tão profunda, que mesmo os aparelhos auditivos mais potentes não conseguem proporcionar uma audição de qualidade. Para reabilitar estes pacientes, surgiu uma nova tecnologia: o implante coclear. O implante coclear é um aparelho eletrônico desenvolvido para devolver a audição a aqueles pacientes que não conseguem se beneficiar com os AASI. É também conhecido como ouvido biônico e tem ajudado muitas pessoas (que há décadas atrás, não teriam nenhuma opção de tratamento para sua surdez) a ouvir os sons de nosso cotidiano. Sua indicação formal é para pacientes com perda auditiva sensorioneural severa a profunda bilateral, que não tiveram benefícios com o uso de AASI. Apesar disto, já há relatos de caso de pacientes com surdez unilateral, com bons resultados com o uso do implante coclear.

Diferente dos AASI, os implantes cocleares não amplificam o som ambiente para compensar a perda auditiva do paciente. Os implantes cocleares processam eletronicamente o som ambiente, transformando-o em impulsos elétricos que estimularão as terminações nervosas da cóclea (orgão responsável pela a nossa audição). As células da cóclea, com a capacidade de captar o som e transformá-lo em impulso nervoso para o cérebro, já estão tão destruídas nestes pacientes, que mesmo amplificando o som intensamente, não é possível uma audição de qualidade. Então, o implante coclear compensa a perda de função da cóclea, estimulando diretamente as terminações do nervo auditivo, através de impulsos elétricos. É uma tecnologia totalmente diferente dos aparelhos auditivos, que depende do trabalho de uma equipe multidisciplinar, envolvendo otorrinolaringologista, fonoaudiólogo, psicólogo, anestesista, pediatra, assistente social, geneticista e engenheiros, que devem trabalhar em conjunto e em sintonia

 

O implante coclear é dividido em dois aparelhos: um componente interno que é implantado cirurgicamente no ouvido do paciente, com um feixe de eletrodos que será introduzido dentro da cóclea. E um componente externo, semelhante aos aparelhos auditivos convencionais, que ficará atrás da orelha ou preso ao corpo do paciente, dependendo do modelo utilizado. Hoje em dia, podemos contar inclusive com componentes externos à prova d’água, que permitem o paciente mergulhar, nadar, tomar banho, melhorando muito a sua qualidade de vida. O Ceará é o primeiro estado brasileiro a utilizar os implantes cocleares à prova d’água. Até a presente data, já temos dez crianças implantadas, sendo duas bilaterais, totalizando doze implantes à prova d’água já em uso. Os resultados tem sido excelentes, deixando as famílias destas crianças bastante satisfeitas!

 

Perspectivas futuras

Muitas novidades estão surgindo a cada dia para melhorar a vida dos deficientes auditivos. A tecnologia evolui muito rápido, neste campo da medicina. Já estamos utilizando próteses de vibração óssea, próteses totalmente implantáveis, implantes de tronco cerebral e, provavelmente para um futuro mais distante, usaremos as células-tronco. Porém, não podemos esquecer que, no final das contas, quem ouve mesmo é o cérebro. Portanto, existe um fator muito importante que determina o sucesso da reabilitação do deficiente auditivo e não depende diretamente da tecnologia: o diagnóstico precoce. Quanto mais tempo uma criança ou adulto ficar sem ouvir, menores serão as suas chances de conseguir ouvir bem com o uso de aparelhos auditivos e/ou implantes cocleares. O tempo de privação auditiva do cérebro limitará gradativamente a sua capacidade de ouvir, quando estimulado futuramente.

O teste da orelhinha, que deve ser feito em todos os recém-nascidos do Brasil (já é lei!), é uma forma de identificamos o mais rápido possível as crianças que não ouvem bem, para podermos oferecer a melhor correção para a sua surdez. Adultos que não ouvem, não devem perder tempo para procurar assistência médica especializada. Este tempo perdido é muito valioso e nem a melhor das tecnologias criadas pelo Homem poderá recuperar as oportunidades perdidas. Diagnosticar e tratar deficiência auditiva é uma corrida contra o tempo.
 

SANDRO BARROS COELHO

CRM: 7284

Médico otorrinolaringologista, cirurgião otológico e chefe da equipe do Núcleo de Implante Coclear.

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